domingo, 11 de abril de 2010

Momento de Reflexão



A Vitória do Amor


Em um dia de verão, quando um grande calor provocou uma sede geral entre os animais, um Leão e um Javali vieram ao mesmo tempo a uma pequena fonte para beber. Eles disputaram ferozmente qual deles devia beber primeiro, e logo estavam envolvidos na agonia de um combate mortal. Ao interromperem por alguns segundos a batalha, em busca de uma renovação de forças para recomeçar de forma mais feroz a luta, perceberam alguns abutres ao longe aguardando o banquete que teriam quando um deles fosse derrotado. Eles suspenderam a disputa e concordaram entre si, dizendo um ao outro: "É melhor nos tornarm os amigos do que servir de comida para corvos e abutres."


Como nós, cristãos, estamos lidando com os nossos irmãos?
Temos nos relacionado em amor, sorrido com os que se alegram e chorado com os que estão tristes?
Temos mantido uma comunhão plena como convém aos filhos de Deus?

Muitas vezes deixamos de lado o amor cristão e a comunhão que deveria ser prioridade em nossas atitudes diárias para nos envolver em disputas tolas e desnecessárias que minam nossas forças espirituais, enfraquecem nossa fé e, principalmente, entristecem o coração do Senhor. Estamos sempre vendo defeitos no outro, criticando sua maneira de ser, fazendo comparações com o que cremos ser a nossa maneira correta de viver.

O Senhor não nos deu o direito de julgar aos nossos irmãos.


Devemos, sim, orar por eles e pedir a Deus que nos faça bênçãos em Suas mãos, tanto a nós como àqueles que achamos errados. Quando nos unimos para beber na mesma Fonte de graça e misericórdia, compreendem os que somos mais fortes e impedimos a ação dos abutres da mentira, da vaidade, do egoísmo e das dissensões deste mundo que só aguardam a nossa desunião para atacar e separar-nos de Deus levando-nos à morte espiritual.

No amor não há lugar para disputas.

Paulo Barbosa, Pr.

Margem bruta e Mark-up: entenda a diferença entre os dois




Utilizar somente o método do mark-up, apesar da sua simplicidade, pode acarretar em prejuízos.



Quando se precifica um produto ou serviço no varejo, deve-se atentar para duas formas de se fazer a precificação: margem bruta ou o mark-up.

Mas qual é a melhor?
E o que significa cada uma delas?


É importante ter os dois conceitos claros para não se incorrer em erros que podem levar a uma queda na lucratividade geral da loja ou até em prejuízos.

 
Mark-up
Mark-up é o percentual que é colocado sobre o custo da mercadoria para se chegar ao preço de venda. No exemplo abaixo, temos:


Preço de custo da mercadoria (sem IPI): R$ 4,00


IPI (10%): R$ 0,40


Percentual de mark-up desejado: 30%


Preço de venda: (4,00 + 0,40) x (1+30%) = R$ 5,72






Margem Bruta
Margem bruta ou margem de contribuição, por sua vez, é o lucro efetivo que se tem com a venda de um produto a partir de um determinado preço de venda. No exemplo abaixo, temos:


Preço de custo da mercadoria (sem IPI): R$ 4,00


IPI (10%): R$ 0,40

ICMS de entrada (18%): R$ 0,72


PIS e COFINS (1,65% + 7,6% = 9,25%): R$ 0,37

Preço de custo líquido da mercadoria: 4,00 + 0,40 – 0,72 – 0,37 = R$ 3,31

Para o mesmo preço de venda, de R$ 5,72, temos:

Preço de venda bruto da mercadoria: R$ 5,72

ICMS de saída (18%): R$ 1,03

PIS e COFINS (1,65% + 7,6% = 9,25%): R$ 0,53


Preço de venda líquido da mercadoria: 5,72 – 1,03 – 0,53 = R$ 4,16




Portanto, a margem bruta que o varejista terá será a seguinte:


Margem bruta = (preço de venda líquido - custo líquido) / preço de venda líquido
Margem bruta = (4,16 – 3,31) / 4,16 = 20,43%


 Margem Bruta x Mark-up x Despesas
No exemplo dado acima, a diferença entre o mark-up e a margem bruta é bastante significativa, enquanto que o primeiro foi de 30%, a segunda ficou ligeiramente superior a 20%.


Mas que tipo de implicação existe se um varejista utilizar apenas o mark-up? Apesar de se tratar de um método extremamente simples e fácil de ser aplicado, apenas se multiplicando o valor do custo pelo percentual desejado, seu uso pode acarretar em sérios problemas. Em primeiro lugar, pode-se pensar que a margem efetiva do produto é igual ao mark-up, o que não é verdade, como vimos anteriormente.


Este engano pode levar a prejuízos porque a loja, por exemplo, poderia ter uma despesa operacional de 22% e, caso o varejista se baseasse somente no mark-up, poderia ter a falsa impressão que os 30% colocados inicialmente teriam sido suficientes. Desta forma, somente a margem bruta é capaz de contabilizar o lucro real antes das despesas.



Concorrência
Outro ponto a ser considerado são as ações em preço feitas pelos concorrentes. Se o varejista utilizasse somente o mark-up como estratégia de precificação, ele não teria uma noção real do impacto das variações no preço de venda. No nosso mesmo exemplo, digamos que um concorrente próximo fizesse uma rebaixa de preço para o produto em questão para R$ 5,49. Neste caso, o varejista poderia ser levado a também rebaixar seus preços para acompanhá-lo, o que geraria um mark-up de 24,77% e uma margem bruta de 17,13%. Porém, com uma despesa operacional de 22%, sua lucratividade final seria negativa em 4,87%.


Principalmente no setor supermercadista, no qual a concorrência é acirrada, não são raras as vezes em que são feitas promoções com rebaixas de preço, o que pode ser uma armadilha para aqueles que se baseiam apenas no mark-up.



Sobre o Autor
Antonio Pedro Alves é formado em administração pela FGV, com MBA em Marketing pela FIA-USP, além de diversas especializações, inclusive na HEC, na França. Atuou em diversas multinacionais, na venda direta, na indústria e no varejo, entre elas o Grupo Pão de Açúcar, Wal-Mart, Reckitt Benckiser e Avon. É executivo de marketing, palestrante e editor-chefe do Venda Muito Mais e do Blog de Marketing Vendendo Bem.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Momento de Reflexão



O único homem que nunca comete erros
é aquele que nunca faz coisa alguma.
Não tenha medo de errar,
pois você aprenderá a não cometer duas vezes o mesmo erro.



Franklin Delano Roosevelt

Paciência, Você ainda tem?



Hoje recebi um e-mail com uma reflexão do Arnaldo Jabor que me fez repensar o meu grau de paciência.

Se você conseguir ler até o fim, vai fazer bem para a sua alma.
por Arnaldo Jabor






O mais difícil é ajudar em silêncio, amar sem crítica, dar sem pedir, entender sem reclamar...


A aquisição mais difícil para nós todos chama-se paciência.


Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados...


Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.


Por muito pouco a madame que parece uma 'lady' solta palavrões e berros que lembram as antigas 'trabalhadoras do cais'...


E o bem comportado executivo?


O 'cavalheiro' se transforma numa 'besta selvagem' no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...


Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma 'mala sem alça'.


Aquela velha amiga uma 'alça sem mala', o emprego uma tortura, a escola uma chatice.


O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.


Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...


Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.


Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.


A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.


Pergunte para alguém, que você saiba que é 'ansioso demais' onde ele quer chegar?


Qual é a finalidade de sua vida?


Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.


E você?


Onde você quer chegar?


Está correndo tanto para quê? Por quem?


Seu coração vai agüentar?


Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?


A empresa que você trabalha vai acabar?


As pessoas que você ama vão parar?


Será que você conseguiu ler até aqui?


Respire...


Acalme-se...


O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência....

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Momento de Reflexão



"Cada um pensa em mudar a humanidade,
mas ninguém pensa em mudar-se a sí mesmo."
Léon Tolstói

O Líder não manda, mas ajuda a tomar as decisões necessárias...



O líder não manda, mas ajuda a tomar as decisões necessárias de forma a desenvolver pessoas para que cada vez mais estas assumam riscos e possam inovar em suas atividades profissionais.


Liderar pessoas é um desafio para quem lidera e para quem é liderado. Este é um tema ao qual estamos expostos diariamente a inúmeras matérias, treinamentos e conferências. Embora exista uma literatura ampla sobre isso, eu sou da opinião que este assunto somente aprendemos com a prática, humildade, paciência e muita determinação.


Se o conceito de liderar é complexo, não podemos dizer que ser liderado é menos complexo. O liderado deve também buscar a sua realização, o seu crescimento e a capacitação constante. O grande líder é aquele que pode contar com uma grande equipe. Penso que a sabedoria de um líder está em montar uma equipe altamente capacitada, que sinta-se apoiada e com poder para tomar as decisões necessárias.


Quanto ao liderado, ele deve também perceber que o mundo está mudando e que não bastam apenas as competências técnicas, mas acima de tudo a sua capacidade de se auto-liderar. Estamos cada vez mais caminhando para uma estruturação horizontal nas empresas e, para isso, não apenas os líderes precisam estar aptos e preparados, mas os liderados também.

Acredito que nos próximos anos viveremos uma revolução na forma de trabalhar e poderemos compartilhar experiências em redes cada vez mais amplas e abrangentes, sendo, a nossa capacidade de liderança um fator determinante para o sucesso nesse novo cenário.

O grande líder desenvolve talentos e, diante desse cenário, tem atuado para criar grandes líderes em suas atividades profissionais, capacitados a assumir desafios, autônomos em suas decisões, responsáveis pelas suas realizações e preparados para assumir as conseqüências dos seus atos.

Sendo assim, o líder não manda, mas ajuda a tomar as decisões necessárias de forma a desenvolver pessoas para que cada vez mais estas assumam riscos e possam inovar em suas atividades profissionais, realizando trabalhos de qualidade.

Cada um de nós é um líder, que merece um investimento constante em desenvolvimento para aperfeiçoar-se nessa arte milenar, que inova a cada dia e certamente propicia a seus executores renovações constantes.



*Marcelo Prauchner Duarte é Especialista em Tecnologia. Atualmente atua como Gerente de Infraestrutura do Banco Carrefour.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Momento de Reflexão



"Se já construístes castelos no ar,
não te envergonhes deles;
estão onde deviam estar.
Agora constrói os alicerces."
Henry David Thoreau

Posicione-se bem com sua equipe



Vem de longe a discussão sobre quanto um gerente deve ser ou não amigo de seus colaboradores. E permanece a dúvida sobre qual é a maneira mais eficiente de liderar uma equipe: sendo amigão ou sargentão?


Confira como cada um dos perfis agiria em algumas situações do dia a dia em comparação ao líder chamado realista:


• Ter sempre à mão uma “boia salva-vidas” – Muitos gerentes veem um funcionário com dificuldades e pouco fazem por ele. Além de aumentarem a pressão, afirmam que quem não aguenta o tranco não serve para a função. Passar a mão na cabeça não é necessário, mas esteja sempre pronto para lembrar a seus profissionais das recomendações da empresa.


• Preparar-se para a queda nos resultados – Nem mesmo os seus melhores colaboradores conseguem ser os melhores em 100% das vezes. Eles terão semanas ou meses fracos e depois se recuperarão. Cabe ao gerente identificar os sinais dessa queda e fazer com que ela seja menor – e a recuperação mais rápida. O gerente do tipo sargentão fala que o funcionário já não é mais aquele. O gerente amigão oferece o ombro para a choradeira do profissional. Já o gerente realista procura identificar os sinais preocupantes da diminuição do entusiasmo, porque, uma vez identificados, ele pode conversar com o colaborador para descobrir os problemas e sugerir alternativas (como férias rápidas, uma palestra de reciclagem, uma semana fazendo um trabalho diferente do da rotina, etc.).


• Nada de conforto – Gerentes do tipo amigões se esforçam para deixar a equipe redondinha, sempre trabalhando no ritmo dela. Gerentes do tipo durões querem que a equipe trabalhe do jeito certo – o jeito dele, de gerente. Já os gerentes do tipo realista sabem que é importante que a equipe encontre seu ritmo certo de trabalho, mas também entendem que a zona de conforto é um lugar perigoso, que pode acabar com os lucros a longo prazo. Por isso, esses gerentes continuamente propõem desafios à equipe, experimentando novas formas de trabalhar.


• Segurar a mão – Muitos colaboradores são pessoas independentes, fortes, capazes de superar toda e qualquer crise. Outros muitos, porém, são inseguros. Combata isso simplificando o processo de trabalho do dia a dia a pequenas tarefas. Assim, o funcionário irá se sentir mais seguro.


• Ser claro a respeito do seu papel – O gerente sargentão está sempre certo, não importa o que aconteça. O gerente amigão tem aversão a tomar uma decisão, preferindo ouvir “o grupo” em qualquer situação. O gerente realista sabe que pode errar. Sabe que não se requer dele a infalibilidade. Agora, o que ele não pode fazer, sob hipótese alguma, é ser confuso, passando duas mensagens diferentes a respeito de um mesmo assunto. Seja claro. Tenha uma opinião, um conjunto de regras para cada assunto.


• Ter uma visão realista da equipe – Para o gerente amigão, a equipe é composta das melhores pessoas que ele já viu: disciplinadas, criativas, boas de conversa e que sabem lidar com o cliente como ninguém. Para o gerente cavalgadura, sua equipe é feita de “preguiçosos sem iniciativa”, que, quando fazem algo impressionante, “não é mais que a sua obrigação”.


Os grandes gerentes sabem que é necessário focar, pois nem eles nem sua equipe possuem quatro ou cinco forças genéricas do tipo “nossa qualidade”, “nosso nome”, “nosso esforço”, etc. Tais afirmações dificilmente são mais que palavras. Bons profissionais não precisam desse blablablá. Têm de saber, com toda segurança, por que o que eles vão oferecer lá fora é bom. Saber de benefícios concretos, que podem ser usados na frente do cliente, por exemplo.


• Não ter medo de agir – Responda: todas as suas decisões vão gerar aplausos dos colaboradores? Claro que não. Muitas vezes, você terá de tomar uma medida que irá desagradar a sua equipe. Entretanto, há dois erros aqui: primeiro, tentar “dourar a pílula”, ou seja, fazer com que a medida não pareça tão negativa. Seus funcionários não são ingênuos e, além de não gostarem da notícia, não gostarão também da maneira como você a colocará. O segundo erro é dar a notícia de modo seco, como se estivesse lendo uma ordem colocada no Diário oficial. Se a medida é negativa, impacta a emoção.


Os profissionais precisam de um tempo para digeri-la e falar com alguém sobre ela. Um gerente que não oferece isso perde todo o respeito da equipe. O gerente realista, ao contrário, começa explicando por que aquela medida está sendo tomada. Quando os colaboradores entendem que não é um ato arbitrário, que há um motivo por trás daquilo, e têm um espaço para dizer o que pensam, o impacto da notícia negativa é, em muito, diminuído. Fale a verdade, mas explique.



E você, em que perfil se enquadra?


É amigão, sargentão ou realista?


Um bom dia a todos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Momento de Reflexão



“Nada na vida deve ser temido, somente compreendido.
Agora é hora de compreender mais, para temer menos”.
Marie Curie

Síndrome de Dourado



O país inteiro assistiu comovido a vitória de Marcelo Dourado na décima edição do Big Brother Brasil. O troglodita mal-encarado assumiu o papel de jogador articulado e ético. Mostrou visão, humildade e muita disposição.



Muitos criticam o programa por achá-lo fútil. Não percebem a analogia do mundo corporativo. Quando estamos disponíveis no mercado, buscando desafios, enfrentamos a prova do líder. E como é cruel resistir até o limite e ser vencido por algum oponente!


Quando nossos projetos não decolam e precisamos adequar o orçamento, estamos no puxadinho. Cortamos os gastos e tentamos driblar a “fome”.


Às vezes somos transferidos para outra área menos privilegiada, estamos no quarto branco. E quando aquele colega que indicamos para uma vaga em nossa empresa assume a liderança e nos manda para o paredão? Só o público (interno) poderá nos salvar...


E não adianta brigar, pois quando retornamos ele continuará lá. Impassível.


Toda essa brincadeira serve para mostrar que querendo ou não estamos no Big Brother. Nossas ligações telefônicas enchem relatórios de gestão, nossos celulares fornecem dados de telemetria, nossos veículos são rastreados, nossos pares conhecem nossas vidas. Não há como fugir, temos que nos adaptar. E não adianta relaxar nas festas, sempre haverá um “telespectador” que não bebe a nos observar...


Portanto, a mensagem de hoje é: Não descuide de sua imagem. Sua reputação é o bem mais precioso. Aproveite os meios de aferição para promover sua qualidade. Tenha com o patrimônio da empresa mais cuidado do que teria com o particular. Forme sua marca. Trabalhe, acredite e persista!


Numa noite qualquer como a de hoje, diante de seus entes queridos, você receberá a recompensa de toda dedicação. Pode até não ser tanto dinheiro, mas com certeza será reconhecimento. Você poderá soltar aquele grito que está aí dentro há tanto tempo.


Afinal, já que não podemos mudar as regras do jogo, nada melhor do que conhecê-las e tirar a maior vantagem desse conhecimento. A informação dá poder.


Quem pode mudar seu destino? As ligações estão encerradas...
Por Ana Glisónia