segunda-feira, 28 de julho de 2014

Momento de Reflexão





“Escolha um trabalho que ama, 
e não terá que trabalhar um único dia em sua vida.” 
Confúcio

Olhando para dentro da Empresa...






No mundo dos negócios muito se fala sobre a importância de olhar para fora da empresa, observar o mercado, a movimentação dos concorrentes, os hábitos de consumo e as tendências.

O que muita gente esquece, porém, é o quanto é importante olhar para dentro do seu próprio negócio!

Ao longo de sua existência, toda empresa – seja ela pequena, média ou grande – acumula uma série de informações valiosas que, quando aproveitadas adequadamente, podem colaborar, e muito, com o sucesso e com o crescimento do negócio. Estas informações podem incluir aspectos importantes sobre seus clientes e potenciais clientes e sobre vendas, entre outros aspectos.

No grupo dos clientes, temos dados básicos de contato e informações sobre o relacionamento deles com a empresa e até sobre seus negócios que podem ser usadas para o desenvolvimento de produtos ou soluções customizadas para os mais importantes, por exemplo. Já com relação às vendas, existem dados que permitem conhecer a sazonalidade e o ciclo de vida dos produtos e dos clientes, assim como o desempenho de cada vendedor ou de cada equipe, entre outros.

Usar estas informações em benefício da empresa não é uma tarefa complicada – basta seguir os três passos abaixo:

OBTENÇÃO 
Como as informações podem vir de fontes diversas, como clientes, vendedores, consultorias e o próprio mercado, é importante estabelecer canais e processos claros que garantam seu correto compartilhamento e armazenamento. Por exemplo, se todas as informações sobre os clientes estão somente nas mãos da força de vendas, além da dificuldade em relacioná-las com outras, existe sempre o risco de um profissional sair da empresa e, com ele, acabam saindo também dados importantes. Vale lembrar que informações como estas devem ser encaradas como patrimônio da empresa, e não dos colaboradores. Para isso é necessário estabelecer métodos que possibilitem a transferência das informações das fontes para a empresa, como formulários impressos ou eletrônicos, por exemplo, assim os dados ficam disponíveis para todos os colaboradores que precisem ter acesso a eles.

ORGANIZAÇÃO 
Uma vez em posse das informações, a empresa deve se preocupar em ter um sistema de armazenamento ou banco de dados que as organize e classifique, além de garantir sua extração por meio de relatórios gerenciais e fichários de vendas, entre outros. Este banco de dados também deve ser capaz de relacionar as informações entre si, fazendo cruzamentos e comparações que possibilitem análises mais precisas. Um exemplo é cruzar endereços de clientes com volumes de vendas para identificar regiões com maior propensão para compra de determinados produtos.

USO 
Como as informações já podem ser separadas e agrupadas para uso no planejamento de ações e na tomada de decisões, é importante saber o que pedir ao banco de dados. Como o volume de informações é grande e aumenta com o passar do tempo, é preciso fazer a pergunta certa, ou seja, saber o que se procura e com qual objetivo. Caso contrário, a resposta pode não ser precisa e não colaborar com o processo de análise.
Um exemplo:  para estimar as vendas do próximo ciclo, é importante buscar as informações de vendas do ciclo anterior e relacioná-las com dados de sazonalidade e compras por cliente para saber se há tendência de compras dos clientes no próximo ciclo.


Seguindo estas etapas fica mais fácil aproveitar estes valiosos recursos já disponíveis na empresa. Depois é o momento de olhar para fora e voltar a analisar o ambiente externo, para poder desenhar cenários ainda mais precisos.

O mais importante não é o quanto será investido ou qual será a velocidade da mudança, mas sim reconhecer que olhar para dentro de casa pode ser a chave para o sucesso e o crescimento do seu negócio.

domingo, 20 de julho de 2014

Momento de Reflexão




“As pessoas sempre culpam as circunstâncias por serem como são. 
As pessoas que obtêm êxito nesse mundo são as que se erguem, 
buscam as circunstâncias que desejam e, 
caso não consigam encontra-las, as criam.” 
George Bernard Shaw

Reflexão da Administração pela perda da Copa do Mundo no Brasil






 Anos se passarão, e o Brasil ainda buscará explicações para definir o que causou a “pane” da Seleção de Luiz Felipe Scolari, levando-nos à derrota por 7 a 1 para a Alemanha, na Copa do Mundo de 2014, disputada no Brasil. Tirando os comentaristas de resultados que jogam no time do “eu já sabia”, nenhum brasileiro, sequer, sonhava com tão vexatória derrota.


Inegavelmente o resultado foi catastrófico, contudo é preciso buscar obter o máximo de aprendizado de todas as coisas, inclusive das ruins, como foi o caso. Longe de mim querer pregar de “Poliana”, mas se esses momentos não servirem para reflexões do dia-a-dia ficarão marcados somente pela dor.


Então, se a dor já existe, porque não fazer dela um momento de aprendizado?


Permita-me então, entre alguns devaneios, propor algumas reflexões e comparações com a rotina das empresas e dos empresários brasileiros, na visão de um Administrador.


O conceito de que não é a gota d´água que transborda o copo pode ser muito bem aplicado neste momento. A tragédia de ontem aconteceu porque vários fatores contribuíram para chegarmos ao derradeiro momento com uma queda tão abrupta e dolorida. A principal atividade do gestor é mitigar riscos. É estar atento e efetuar comparações entre o mercado, o concorrente, os clientes e a própria empresa. É tentar entender aquilo que não é dito, ajustar a percepção e estar preparado para o risco conhecido e ter a certeza de que o time está dinâmico e preparado para enfrentar também o risco desconhecido.


Desde a perda de um cliente até a crise econômica de um país, nada acontece de um dia para o outro. Com o passar do tempo as coisas vão dando sinais de que estão saindo aos poucos dos trilhos e do nosso controle. Se nos aprofundarmos no estudo das causas que levaram muitas empresas a sucumbirem, veremos que, por diversas vezes, fomos alertados de coisas que estavam seguindo em um ritmo equivocado e não nos atentamos, ou não tivemos capacidade técnica suficiente para entendermos estes sinais.


A falta de planejamento antecipado nos coloca no fim da fila do sucesso. Queres atingir metas arrojadas? Então faça um planejamento consistente para 5 ou 10 anos, delineando o caminho que precisa ser trilhado até lá, com metas e objetivos graduais bem definidos. O brasileiro típico compra os presentes de Natal com o 13º salário no dia 23 de Dezembro. O risco de não encontrarmos o presente neste dia é grande, bem como os preços também aumentam nas compras de última hora. Isso é falta de planejamento, é o mesmo que comprar o condicionador de ar no ponto mais alto do verão ou o guarda-chuva em dia de chuva. No caso de uma empresa, o gestor não pode sequer sonhar em definir os objetivos do dia para a noite, ou de um mês para o outro.


No caso da Seleção Brasileira, o time foi definido com 30 dias de antecedência do início da Copa, quando o da Alemanha se preparava há muito mais tempo para a disputa de um título. O time do Brasil treinou pouco e isso também fez a diferença. O psicológico sem o técnico não é nada e do contrário a premissa também é verdadeira. Contudo, a técnica não permite que um time seja atropelado como ontem, o psicológico sim, ou seja, de nada adianta o trabalho psicológico exagerado se estamos colocando pouco a mão na massa. 
De nada adianta termos uma equipe de vendas motivada se os vendedores não gastam a sola do sapato na rua vendendo.


É importante lembrar que não existe um modelo de trabalho pronto e imutável. A estratégia da equipe deve ser montada de acordo com o perfil de seus integrantes.


Fomos “atropelados” pela falta de técnica, o que abalou totalmente o psicológico. Os empresários são “atropelados” pelo mesmo motivo. O time de uma empresa deve estar preparado para atuar de diversas formas.


O sistema Toyota de produção funcionou e é case de sucesso até hoje como o sistema japonês de produção. Mas será que, se apenas pegarmos as teorias do STP, darmos um “ctrl+C/ctrl+V” em nossas indústrias brasileiras teremos o êxito alcançado no Japão?

Não deveríamos adequá-lo à nossa realidade econômica e de pessoal e partir para o que chamamos de reengenharia?


Outro ponto importante é:  cuidado ao colocar sua operação nas mãos de apenas um ou dois colaboradores. Eles podem sofrer um acidente de percurso e precisar de afastamento. Trabalhe a liderança e a sucessão em todo time, pois quando menos esperamos podemos ter que eleger um novo capitão. Tenha um líder em todos os processos, pois eles alertam a equipe e ao gestor para os prováveis “furos de marcação”.


Em time que está ganhando se mexe, sim
Principalmente, se estamos ganhando nos pênaltis contra concorrentes medianos.


Enfim, a essência de tudo é o planejamento conciso.

Planeje, teste a equipe, mude, teste novamente. Verifique o mercado, os clientes, os concorrentes; olhe de fora para dentro e tenha a certeza de que está mirando no alvo certo e com as pessoas certas. Replaneje e tenha a certeza de que foram verificadas todas as variáveis possíveis e que mitigamos tantos riscos quanto poderíamos.


O processo é montado de forma que cada jogador seja peça fundamental na conquista dos objetivos e seja devidamente treinado para enfrentar os perigos do dia-a-dia.


E lembre-se:  o Jogador ganha o jogo, o Time ganha o campeonato...

terça-feira, 15 de julho de 2014

Momento de Reflexão



" Os líderes precisam fazer mais
do que apenas formular estratégias
para explorar a mudança. 
Eles devem ser capazes de ajudar as pessoas
a entenderem as forças que moldam a mudança."
Peter Senge

"E agora, José?"





“O fracasso não é uma escolha, 
é um acontecimento que ninguém deseja em sua vida.”


"E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?..."

Carlos Drumond de Andrade 




Ao término do jogo Brasil e Alemanha, na Copa do Mundo de 2014, ao assistir a entrevista do goleiro Júlio César, que demonstrou claramente que ninguém sabe o que aconteceu, me veio esta lembrança da poesia de Carlos Drumond de Andrade. Ainda, na coletiva, o técnico Luiz Felipe Scolari assumiu toda a responsabilidade, mas isso não é justo com o time.


Se é Família, é Família até o fim, na vitória e na derrota.


Não se tratam de crianças indefesas, são jogadores profissionais. É o momento de levantar a cabeça, agradecer o País pelo apoio e cada um aprender com os seus erros.


O fracasso não é uma escolha, é um acontecimento que ninguém deseja em sua vida. Aqueles jogadores entraram para ganhar e tenho a certeza que acreditavam nisso, só que os adversários também vieram com o mesmo espírito.


A torcida brasileira está abalada, os jogadores estão arrasados, isso é fato. Mas percebam que o verbo estar é completamente diferente do ser. Um dia todos nós enfrentaremos um fracasso, mas a decisão de ser um fracassado é somente sua. O fracasso é a maior de todas as escolas que podemos frequentar na carreira e na vida.


Conheci pessoas fracassadas na vida, que não conseguiram superar o peso de uma derrota. Mas, felizmente, conheci também muitas pessoas vencedoras que, diante de um grande revés, sofreram, aprenderam lições inimagináveis e hoje orgulham-se de suas conquistas, principalmente de suas histórias de luta e superação.


Diante de um fracasso, a melhor decisão é a reinvenção!


São nos momentos de turbulência que descobrimos recursos que nem imaginávamos ter. As emoções se afloram e explorando-as positivamente, somos agraciados de uma força surpreendente. E a força de quem se reinventa é uma pancada de energia, pois vem carregada de uma motivação inexplicável. Portanto, aprenda explorar positivamente as suas emoções:



TRANSFORME PRESSÃO EM ENERGIA Quando você erra, muitas pessoas lhe apontarão o dedo. Muitas duvidarão e até mesmo se afastarão de você. A pressão é um fator externo, uma expectativa (positiva ou negativa) que terceiros colocam sobre você. Assumir essa expectativa é uma reação comum, porém, desnecessária e, por vezes, cruel. Portanto, não vale a pena. Não entre no jogo pressionado a ganhar, entre no jogo com a certeza de que colocará em ação o seu melhor desempenho.



TRANSFORME MEDO EM ESTRATÉGIA Sentir medo é normal. Eu nunca conheci ninguém que não sente. A questão é o que você faz com o medo. Travar ou seguir em frente é uma decisão. A pergunta que precisa ser feita é:  “O que eu posso fazer para que tudo dê certo?

Mas não responda isso pensando no resultado, responda focando nas suas ações, ou seja, naquilo que você precisa fazer para que dê tudo certo. Pensar nas consequências – positivas ou negativas – não ajuda em nada agora. Novamente, foco total e absoluto no desempenho. Treino, estratégia e potencialização dos pontos fortes. O resultado é consequência!



TRANSFORME TRISTEZA EM PROPÓSITO A derrota aconteceu. Bola pra frente! É preciso encontrar um motivo para seguir. É isso que faz da reinvenção uma arma poderosíssima – o propósito. Somente se reinventa quem tem um propósito claro e que valha a pena empenhar todo o seu potencial. E esse motivo jamais deve ser provar para as pessoas que você pode. Isso não depende de você. Faça por você e colha os frutos disso.




Assim como os jogadores se fortalecerão com isso, nós também iremos. Perdemos essa, mas eu tenho a certeza de que esse campeonato trouxe inúmeras lições para que o nosso povo vença a maior de todas as batalhas:  as urnas!


Reinvente-se...

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Momento de Reflexão





“Não tenha medo de dar um grande passo, 
caso ele seja recomendável, 
é impossível atravessar um abismo com dois saltos pequenos...”

A Verdadeira Baianidade



 


"Não gosto quando se referem à Baianidade com o estereótipo da preguiça.
Da falta de sofisticação.

Pierre Verger fotografou a Bahia, e os corpos que ele retratou são peitos, troncos e bundas enrijecidas pela história e pela vida dura.
São homens açoitados pela escravidão.

A Bahia é graça, prazer, leveza, mas ela é também luta.
O Brasil ficou independente com um grito em 1822.
A Bahia teve que lutar, morrer e vencer para expulsar de vez os portugueses em 2 de Julho de 1823.

Castro Alves, o maior poeta brasileiro, morreu aos 24 anos, deixando uma obra imensa. Ou seja, trabalhou muito para deixar tanto em um tempo tão curto de sua existência.

Todos os anos o povo da Bahia anda 12 quilômetros com potes de água na cabeça para lavar as escadarias de nosso pai, Oxalá.

No Carnaval Baiano, enquanto milhões se divertem, milhares trabalham dia e noite cantando, tocando, vendendo, para que o nosso povo e gente de todo o mundo possam se divertir.

Além disso, quem construiu todas aquelas igrejas, aqueles fortes, monumentos? Nós. Quem colocou cada pedra no Pelourinho? Nós. 
Quem foi açoitado no tronco que deu ao Pelourinho seu nome? Nós. 
Quem escreveu músicas, filmes, encenou, pintou, esculpiu parte significativa da produção artística deste país? Ano após ano, década após década? Nós, os baianos.

Joana Angélica, Maria Quitéria são ruas no Rio de Janeiro, mas na Bahia são sofrimento, luta e heroísmo. A Bahia é luta, mas ela compreende que a vida não é só isso. 

E não é...

E é por isso que essa tal Baianidade atrai em todas as férias e feriados estressados de todo o mundo.
Na costa da Bahia, o melhor conjunto de resorts do Brasil foi construído para que você possa experimentar o melhor da vida, e a gente trabalha enquanto você descansa.

O reitor Edgard Santos, baiano de boa cepa, fez uma das significativas obras de produção acadêmica e cultural, com contundente dedicação.

Lamento que a Bahia seja tão amada, tão exaltada e tão pouco compreendida.
Todos aqueles coqueiros e boa parte das frutas e especiarias que a Bahia tem não nasceram ali:  vieram de outras índias e foram plantados pelas mãos calejadas do povo da Bahia.

Mas o mundo é de percepção.

E, lamentavelmente, as novas gerações, por incompetência nossa, herdaram a parte mais vulgar, mais inculta, mais básica e folclórica desta Baianidade.

Cabe a nós, os velhos, passarmos pela tradição oral, que é de fato Baianidade.
E lembrar a quem dança na Bahia que, enquanto ele dança, alguém toca.
Que enquanto ele reza, alguém constrói igrejas.
Ou seja, na Bahia o trabalho é voltado para o lazer e encantamento do mundo.
E toda vez que você chegar estressado e branco e sair moreno e feliz, chegar descrente e sair otimista e apaixonado, nosso trabalho, nosso papel no mundo estará sendo cumprido.
Baianidade é enfrentar a dura vida de uma maneira que ela pareça menos dura e mais vida.

E para que exerçamos a plena Baianidade, é preciso que entendamos plenamente do que é que somos orgulhosos. 
Sou orgulhoso da Bahia mãe de Menininha, Cleusa, Carmem, Stella, do grande Obarain e de Padre Sadock, Padre Luna e Irmã Dulce.
Sou orgulhoso da Bahia de Ruy Barbosa, Glauber, ACM, Luís Eduardo, Waldir Pires – estilos diversos da mesma paixão baiana que nasceu no 2 de Julho.
Sou orgulhoso de Gil, Caetano, Bethânia, Gal, de Jorge, meu amigo amado.
Sou orgulhoso de Caribé, Verger, Lícia Fábio, que não nasceram na Bahia, mas a Bahia nasceu deles.

Sou, enfim, orgulhoso dos filhos da Bahia.
E por isso sou tão orgulhoso do Brasil.

O Brasil é o maior filho da Bahia.
Ele nasceu lá, no dia 22 de Abril de 1500 e é por isso que os brasileiros ficam tão felizes quando vão à Bahia. Porque eles estão, na realidade, visitando os parentes, revendo suas raízes.
Baianidade é enfim, o DNA do Brasil, é o genoma do país.
 
Quando o Brasil vai á Bahia, ele volta para casa..."

por Nizan Guanaes